quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

SAINDO DE BH

VIAGEM AO CHILE 11/07/05

Se você pensa sair de BH, o roteiro mais adequado é ir por Foz do Iguaçu, teria que ir por Ribeirão Preto, Marilia, Ourinhos, Londrina, Maringá e Foz. São aproximadamente 1608 Km.,por ser uma distancia para dois dias, sugiro no primeiro dia passar a noite em Londrina ou Maringá.
Se for ate Maringá, vão ficar a 422 Km., de Foz, saindo cedo poderão passar o dia visitando as cataratas, dormir nessa cidade ou ate mesmo entrar na Argentina, por que desta maneira já fazem os tramites de aduana e procuram um hotel do outro lado da fronteira porque assim aproveitam melhor o dia seguinte, levantam cedo colocam o carro na estrada e só param para almoçar.
Na aduana vão pedir o RG de tudo mundo mais os documentos do carro e o comprovante do seguro com “Cartão Verde” extensivo para o Mercosul este é o documento importante porque se não tiver esta sujeito a multa, o carro tem que estar em nome de um dos ocupantes ou se for de terceiro tem que ter a devida autorização homologada no consulado, para sair do Brasil é fácil, tem que apresentar o RG na policia federal, e do lado Argentino cada passageiro terá que preencher um formulário com todos os dados pessoais, ela será carimbada pela policia Argentina e vocês terão que guardar para apresentar lá na frente na hora de sair da Argentina e entrar no Chile. Esses documentos não podem ser extraviados de jeito nenhum tem que estar sempre na mão porque a policia sempre vai solicitar em caso de blitz.
Para viajar usamos dólares, cheque-dólar ou cartão então na fronteira sempre troco US$ 150,00 por pesos argentinos é o suficiente para atravessar a Argentina, não podemos esquecer de encher o tanque em Foz porque desta maneira vai precisar de apenas dois abastecimentos dentro da Argentina, é recomendável a cada abastecimento por pelo menos um litro de álcool misturado na gasolina para que a regulagem do motor não seja prejudicada sobre tudo na cordilheira aonde devido á altitude (3500 m) o ar é rarefeito e o carro perde potencia.
Atravessar a pampa demanda uma certa paciência porque a paisagem é monótona as estradas são em linha reta não tem subidas nem descidas a paisagem completamente plana se torna cansativa, a única vantagem é para o carro que vai só no embalo, o consumo cai e a velocidade aumenta fiscalização da policia tem só perto das cidades ou se prestar atenção na estrada vão surgir antenas de radio super altas, então normalmente do lado de cada antena tem um posto rodoviário existem também telefones espalhados a cada certa quantidade de quilômetros e perto das cidades tem que prestar muita atenção na sinalização porque normalmente são ruas cumpridas com um trevo na entrada e outro na saída nesses pontos tem que parar e verificar o mapa para escolher a rota certa por que uma vez entrando na estrada não tem mais placas indicativas de distancias, então se pegar a rota errada vai perceber só quando estiver chegando na outra cidade, é bom prestar bastante atenção e se for o caso perguntar por onde que vai, sempre tem um posto de gasolina para consultar.
Em termos de alimentação e bom só fazer lanches leves, muito “geitored” para hidratar-se já que o calor é grande, mesmo com ar condicionado, tem que considerar que de barriga cheia o sono ataca e as estradas são monótonas e um dos perigos da estrada é dormir no volante. Normalmente eu perco de 2 a 3 quilos por viagem, más é melhor ir de estomago leve.
Em termos de hotéis, é fácil de achar porque como as cidades normalmente são lineares os hotéis sempre colocam placas de fácil visualização para o cliente, só que tem que parar como máximo as 21:00 depões disso é difícil de achar quarto, os argentinos viajam muito nessa época do ano e lotam rapidinho, todos os hotéis e pousadas o preço varia entre 70 a 100 pesos para um quarto com quatro camas, sempre é bom negociar preço porque como a gente sai quando o café da manhã ainda não esta pronto, da para pedir esse desconto.
Do hotel direto para um posto de gasolina revisa água, óleo, gasolina, calibra os pneus (os pneus tem que estar frios)e faz um lanche. A gasolina de preferência a de maior octanagem ela rende mais quilômetros por litro e o desempenho do carro aumenta.
A ultima vez que fui para o Chile estava de Passat Alemão 95 2.0, na Argentina fez uma media de 13 Km/ltr., e no Brasil 11 Km./ltr., de pé em baixo, conforme o carro o consumo vai ser maior ou menor, se puder escolher carro sempre é bom privilegiar a economia e conforto do carro e bom que tenha freios ABS que ajuda bastante nas ultrapassagens, na hora de brecar para voltar a pista da direita. Para efeitos de calculo podemos considerar um consumo médio de 10 Km./ltr., não tem erro. A media de velocidade atinge os 100 Km/h., desta maneira da para calcular mil quilômetros a cada dez horas.
Já estamos no terceiro dá de viagem e a minha sugestão tentar chegar em Mendoza ao pé da cordilheira do lado Argentino, lá também encontramos ótimos vinhos e lugares para passear, é uma cidade pequena más muito aconchegante com bastante vida noturna, podem ficar a noite nesta cidade e no dia seguinte partir para Santiago. No meio da Cordilheira tem o tramite de aduana onde terão que apresentar aquelas guias de ingresso ao país que preencheram quando saíram do Brasil, estão lembrados????????
Esta e a parte mais bonita da viagem porque a paisagem muda radicalmente, vocês vão gostar.
No alto da cordilheira tem um túnel que marca a divisa entre os dois paises, então na saída já estamos em território chileno, então a minha sugestão é em lugar de ir para Santiago, vocês podem seguir para Valparaiso, principal porto chileno, cidade turística que oferece muitas alternativas, aqui é bom ate ficar uns três ou quatro dias visitando Viña del Mar e Valparaiso, digo isto porque a chegada em Santiago é muito complicada e conturbada para quem vem dirigindo há quatro dias, chega nos bairros e é fácil de se perder, Agora indo de Valparaiso a Santiago é só seguir sempre em frente que vai dar bem no centro da capital na “Alameda”, aqui é fácil de achar estacionamento descer do carro andar pelo centro procurar hotel, etc. Ainda mais se continuar em frente pela Alameda vai dar nos melhores e mais bonitos bairros de Santiago, continua pela Av. Providencia, Lãs Condes e seguindo em frente chega na cordilheira.
De Santiago pega a Panamericana em direção ao sul, pela mesma Alameda, tem uma hora que aparecem as placas indicando ao “sur” ou ao norte, vocês entram pro sul e vão embora, a estrada é um espetáculo aparte, porem os pedágios são caros em media US$ 3,00 a cada 150 Km., mas vale o que se pagar, esta tudo duplicado bem sinalizado e em sete, oito horas poderão estar em Temuco, daí para Villarica são uns quarenta minutos, é bom procurar alojamento na cidade de Villarrica por ser mais barata se comparada com Pucón (duas cidades que ficam na beira do lago), daqui podem continuar descendo ate Osorno ou Valdivia ate mesmo passar pro lado Argentino e dar uma chegadinha em Bariloche, como informação adicional entre ir e voltar a Santiago vai dar algo em torno de 2500 Km. O mapa que recomendo é o da revista ‘Quatro Rodas’ (Guia Quatro Rodas Mercosul) aqui aparece todo o roteiro.
Para concluir vamos fazer um resumo da viagem ida e volta a Santiago saindo de BH, isto sem incluir o roteiro interno, já que ele vai ficar por conta de vocês.
De gasolina vamos considerar 8000 Km., a 10Km/ltro., vamos gastar 800 ltrs a R$ 2,17 da R$ 1736,00, se o carro for mais econômico ou se for diesel esse valor poderá cair para uns R$ 1.200,00 aproximadamente.
De lanches leves vamos considerar uns R$ 70,00 por dia o que daria um total de R$ 560,00 em oito dias.
De hotel vamos considerar 8 pernoites (ida e volta) numa media de R$ 100,00 para 4 pessoas vai dar um total de R$ 800,00 este valor pode aumentar ou ate diminuir conforme o hotel, em todo caso não adianta sofisticar muito a escolha do hotel quando se trata de pernoite a única coisa que tem que perguntar é se tem cochera (para dejar el coche)
De pedágio no Brasil dentro do Paraná temos 8 aproximadamente uns R$ 35,00 em SP e MG não sei, na Argentina uns 6 aproximadamente uns R$ 13,00 e no Chile ate Santiago pagamos mais ou menos R$ 25,00 o que vai dar um total de R$ 146,00 ida e volta fora os pedágios de SP e MG.
Somando estes quatro itens vamos ter um total de R$ 3.242,00 só para ir e voltar o roteiro interno fica por conta de vocês. Se considerarmos que são quatro pessoas dentro do carro, fica um custo bastante acessível (R$ 810,00 por pessoa)
Em relação à segurança eu já fui umas 5 vezes para Santiago e nunca tive problemas, as estradas são ótimas na Argentina e no Chile os únicos problemas sempre aconteceram dentro do Brasil, tipo entortar roda ou furar dois pneus de uma vez só (buracos) nada de grave sempre foram problemas de fácil solução, agora para tirar duvidas recomendo sempre perguntar nos postos de gasolina, o pessoal do interior da Argentina são super gentefina e fazem questão de ajudar ao turista, e sempre tem os postos rodoviários aonde também orientam aos brasileiros e ate mesmo na estrada e normal ver caminhões brasileiros indo para o Chile em caso de duvida é só pegar carona sobre tudo para atravessar cidades grandes os ônibus da Pluma vão para lá também são uma dica porque se cruzar com um deles é porque estão no caminho certo e a outra empresa e a Chilebus normalmente a gente se cumprimenta piscando a luz alta a gente se reconhece pelas placas que são bem diferentes (as placas argentinas são pretas).
Para finalizar vou fazer um quadro de distancias percorridas conforme a cidade saindo de Belo Horizonte.
Ribeirão Preto (523 km), Marilia (812 km), Ourinhos (911 km), Londrina (1072 km), Maringa (1186 km), Cascavel (1465 km), Foz do Iguaçu (1608 km), Posadas (1906 km), Corrientes (2216 km), Resistência (2236 km), Santa Fé (2766 km), San Francisco (2912 km), San Luis (3421 km), Mendoza (3654 km), San Felipe (3881 km), Valparaiso (4005 km)

BOA VIAGEM

2 comentários:

  1. Oi, Mauricio.
    Eu, meu marido e dois filhos adolescentes estamos planejando uma viagem de carro (4x4 - diesel) ao Atacama em julho pois imaginamos que pelo caminho poderemos conhecer ainda mais lugares interessantes. Como essa época é inverno, estamos receosos das condições das estradas e gostaria de saber a sua opinião pois pelo jeito conhece bem esse roteiro.
    Obrigada,
    Lícia.

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  2. Oi Lucia: Confesso que eu nunca fiz esse roteiro, sempre fui ´por Mendoza ou por Bariloche. Mas o paso por Atacama seria o de Jamas, no inverno não sei se está habilitado mesmo porque fica a 4500 m de altura, mesmo o de Mendoza no inverno as vezes fecha. Que eu saiba ao norte de Santiago existe um paso na altura da cidade de “La Serena”que fica aberto o ano todo, existe outro a 250 km ao sul de Santiago na frente da cidade de Talca que também fica aberto o ano todo e o que fica na cidade de Bariloche também. Os pasos fronteiriços fecham conforme a neve que estiver caindo e as condições das estradas e abrem quando as maquinas limpam as pistas.
    Caso escolham ir pelo norte teriam que ir até Foz e seguir p/ Posadas / Corrientes / Resistencia / Salta tudo dentro da Argentina, (Salta é bem turística, fica perto da cordilheira)
    Caso escolham ir por Mendoza, vão p/ Foz ou Uruguaiana e seguir p/ Santa Fé / San Luiz / Mendoza (Santa Fé e Mendoza são bem turísticas)
    Caso escolham ir por La Serena de Santa Fé tem que seguir p/ Cordoba / San Juan, daí seguir para o paso cordilheirano de La Serena.
    Agora acredito que Setembro seja uma época boa porque em Julho chove muito, Abraço e boa viagem.

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